Quantos se perdem...
|
|



Agora que o fim é eminente,
Resto-me bem demente ou consciente.
Nesta estrada encharcada,
Caminhando a derrota embargada.
Nada nesta minha mente,
O silêncio invade-me cruelmente,
O frio que me percorre o corpo,
E o prosseguir sem conter o choro.
Sempre soube que o dia chegaria,
Nunca sonhei que o veria,
Destruído e desolado por esta vida,
Onde a esperança já não habita.
Nesta manhã cinzenta e chuvosa,
Vejo as folhas voar em dança dolorosa.
Sinto o peito com peso que me chora,
O que é negro vive aqui agora.
Levo palavras que não falei,
Levo verdades que não mostrei,
Levo a verdade de que nunca amei,
E a solidão onde sempre morei.
Quando o silêncio invade-me,
E a chuva as feridas me lave…
Sei que amanhã nem o sol brilhará,
E só a minha derrota triunfará.
Meu olhar pálido de tristeza,
Vive em si toda a pobreza…
E sinto o gemido da natureza,
De uma alma não mais presa…´
Por Luis
por Ayra
1 Comentarios
â â
____________________