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Quantos se perdem...
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Sussurar de um vazioQue não acaba nunca,
E se despede para voltar
Em todo o instante,
Furtando a calma e o soneto
Que ensurdece o mundo.
Apagamos os passos
Que demos em nossa direcção.
Apagamos os vestigios,as palavras
Soprando para o alto
Contra nós e contra a nossa vontade.
Somos tão perto e tão longe,
Da realidade daquilo em que nos tornámos.
Sou pequena demais para o teu mundo,
Ès enorme e voraz demais para o meu.
Não te quero,
Nada quero,
E ainda te espero...
Como pode ser tão doce,
A irónica contradição do amor...
E se de amor se trata
Que de amor eu me sirva.
Jamais serão as palavras
De tamanha ironia
Que me trarão o recorte do teu rosto.
Palavras serão não mais que e como jazigos,
Onde profano a minha vontade,
Onde morres lentamente dentro de mim.
por Ayra
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